Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2016

Crianças do Centro Educativo de Santiago de casacos de inverno nas salas de aula. Até quando?

Nota à Imprensa, enviada a 11 de Fevereiro de 2016

O Centro Educativo de Santiago, que inclui o Jardim de Infância e a Escola Básica do 1º ciclo, iniciou este ano lectivo de 205/16 com novo alento, já que, pela primeira vez desde a sua expansão recente, abriram 3 novas turmas no 1º ciclo, perspectivando um crescimento sustentado, que justifica o investimento realizado pela autarquia e introduz algum equilíbrio ao sistema constituído pelas várias escolas da cidade e do Agrupamento de Escolas de Aveiro.

A Associação e Pais e Encarregados de Educação, desde a primeira hora, sublinhou a importância desta medida e congratulou os diversos responsáveis, começando nos pais e famílias que com mais e melhor informação fizeram esta escolha, passando pela Direcção do Agrupamento de Escolas e pela Câmara Municipal de Aveiro.

Acreditamos que o crescimento da escola em número de turmas e número de alunos é uma condição essencial do seu desenvolvimento e da afirmação de todo o seu potencial.

Tentamos, por isso, assumir o papel de parceiros cooperantes, facilitando a comunicação dentro da comunidade e articulando as suas preocupações num diálogo construtivo com as instituições, sejam elas o Agrupamento de Escolas ou a Câmara Municipal de Aveiro.

Nesse sentido, a reunião que tivemos no passado dia 7 de Janeiro com a Divisão de Educação da Câmara Municipal de Aveiro e o Adjunto do Presidente da Câmara, deixou-nos bastante satisfeitos, dada a disponibilidade demonstrada para resolver um conjunto de problemas identificados ao nível das instalações. Os responsáveis da edilidade mostraram conhecer bem algumas das questões já por nós identificadas em Novembro de 2014 e terem, para elas, soluções concretas, comprometendo-se com prazos de execução e, no que a questões urgentes, dizia respeito, mostraram-se empenhados em resoluções imediatas.

Uma dessas questões urgentes era, a 7 de Janeiro de 2016, o facto de não ter sido ainda ligado o aquecimento no edifício principal da EB1, onde funcionam, em 2 andares, 5 salas de aula, das turmas do 1º, 2º e 3º ano. Ou seja, 5 das 6 turmas do 1º ciclo, tinham já passado por alguns dos dias mais frios do ano, sem nenhum aquecimento disponível. 

Essa situação, que a Coordenação da Escola teria já reportado em Novembro e Dezembro de 2015, foi assumida por todos como prioritária, tendo o Dr. Rogério Carlos, Adjunto do Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, assumido uma solução "no prazo de dias”, clarificando que estas operações de verificação e entrada em funcionamento dos equipamentos de aquecimento central das escolas do pré-escolar e 1º ciclo era responsabilidade exclusiva da Câmara, que iria implementar novos procedimentos para o próximo ano lectivo. Sem prejuízo desses novos procedimentos a implementar para 206/17, foi assumido com toda a clareza que “no prazo de dias”, este aquecimento na Escola de Santiago seria ligado.

Desde essa data, os serviços do município avançaram, como combinado, com algumas questões relevantes, mas o problema do aquecimento, que tem um impacto diário no conforto de crianças e professores e, por isso, nos processos de aprendizagem, continua, até hoje, por resolver, apesar da insistência, quer da Coordenação da Escola, quer da Associação de Pais e Encarregados de Educação.

Não recebemos, até hoje, nenhuma justificação para o facto de, em vez de “dias”, o aquecimento estar a demorar semanas para ser ligado (já mais de uma mês, a esta data).

Em função das variações meteorológicas, as crianças estão mais ou menos confortáveis, recorrendo a escola e os seus profissionais a soluções improvisadas, com maiores custos energéticos e ambientais, mas também menor eficiência e segurança.

O problema, que não é novo, não tem razão de ser, já que, após as obras de ampliação e já no mandato deste executivo, foi necessário identificar e corrigir as falhas nestas instalações. Pela informação que temos, o equipamento tem que ser sujeito a uma vistoria anual, antes de ser ligado e, segundo as últimas informações recolhidas na escola, só na passada sexta-feira, 5 de Fevereiro, é que se dirigiu um técnico às instalações para preparar um orçamento relativo a essa vistoria.

Acreditamos que a Câmara Municipal de Aveiro continua a encarar este assunto com a urgência que ele merece, mas se o “prazo de dias” se transformou em praticamente 1 mês para realizar uma primeira diligência no sentido de fazer a necessária vistoria, receamos que esta urgência não resolva o problema em tempo útil. Aliás, os dias de frio que as crianças enfrentaram em Dezembro e Janeiro, já podiam e deviam ter sido evitados. 

Como pais e encarregados de educação, não podemos deixar de manifestar publicamente o nosso desagrado pela aparente incapacidade do município em resolver um problema tão básico e elementar, que tem um impacto claro na relação das crianças com a escola e no seu desenvolvimento.

Continuaremos a enviar as crianças para a escola com casacos de inverno que possam ser usados na sala de aula e sabemos que os professores e funcionários tudo farão para que o calor humano das experiências educativas compense o desconforto das salas.

Até quando?

 

(Nota enviada à imprensa local, a 11 de Fevereiro de 2016,  com conhecimento à Coordenação da Escola, à Direcção do Agrupamento de Escolas de Aveiro, à Federação das Associações de Pais do Concelho de Aveiro e à Câmara Municipal de Aveiro)

publicado por EB1-JI-SANTIAGO às 11:28
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